quinta-feira, abril 28, 2005

... 6 x 28



28-4-2005


Poema I




Só as tuas mãos trazem os frutos.
Só elas despem a mágoa
destes olhos, choupos meus,
carregados de sombra e rasos de água.

Só elas são
estrelas penduradas nos meus dedos.
- Ó mãos da minha alma,
flores abertas aos meus segredos.


Eugénio de Andrade


quarta-feira, abril 27, 2005

... uma tarde ... três registos




26-4-2005



2-4-2005



26-4-2005


terça-feira, abril 26, 2005

... aquela manhã



Dezembro 2004


segunda-feira, abril 25, 2005

Esta é a madrugada que eu esperava




Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo

Sophia de Mello Breyner Andresen


domingo, abril 24, 2005

...luminosa, assim foi a noite



Fevereiro de 2005


sábado, abril 23, 2005

... tanto tempo ainda!



Abril de 2005


sexta-feira, abril 22, 2005

... (h)ouve música!



29 de Março 205


DESINFERNO II



Caísse a montanha e do oiro o brilho
O meigo jardim abolisse a flor
À mãe desmoesse as carnes do filho
Por botão de vídeo se fizesse amor

O livro morresse, a obra parasse
Soasse a granizo o que era alegria
A porta do ar se calafetasse
Que eu de amor apenas ressuscitaria

Luísa Neto Jorge


quinta-feira, abril 21, 2005

... dos Bs aos Ms - um novo elo!



21.4.2005



21.4.2005


quarta-feira, abril 20, 2005

... e a quinta chegando!



Abril de 2005


terça-feira, abril 19, 2005

ESCRITA II




Escreve numa sala grande e quase
Vazia
Não precisa de livro nem de arquivos
A sua arte é filha da memória
Diz o que viu
E o sol do que olhou para sempre o aclara.

Sophia de Mello Breyner Andresen


segunda-feira, abril 18, 2005

... tão belo, o dia



26 de Novembro de 2004. Fonte da Telha


domingo, abril 17, 2005

APONTAMENTO



Quando eu oiço os gemidos dos pinheiros
E o queixume das ondas a chorar,
O Céu já não é Céu;
O mar já não é mar;
E eu sou apenas eu.
A ouvir os gemidos dos pinheiros
E o queixume das ondas a chorar.

José Carlos Ary dos Santos


sábado, abril 16, 2005



12 de Abril de 2005. dois - no azul azul


sexta-feira, abril 15, 2005



15 de Abril de 2005 - verde vento azul florido - na tarde, a beleza


quinta-feira, abril 14, 2005



do 3º - 14.4.2005


do azul - 14.4.2005


da fila - 14.4.2005


da fila - 14.4.2005


quarta-feira, abril 13, 2005

Retrato



No teu rosto começa a madrugada.
Luz abrindo,
de rosa em rosa,
transparente e molhada.

Melodia
distante mas segura;
irrompendo da terra,
quente, redonda, madura.

Mar imenso,
praia deserta, horizontal e calma.
Sabor agreste.
Rosto da minha alma.

Eugénio de Andrade


terça-feira, abril 12, 2005

... assentando



na chegada


na pedra


na rocha


...na mota


na partida


O TEU NOME



Flor de acaso ou ave deslumbrante,
Palavra tremendo nas redes da poesia,
O teu nome, como o destino, chega,
O teu nome, meu amor, o teu nome nascendo
De todas as cores do dia!

Alexandre O'Neill


segunda-feira, abril 11, 2005

... dialogando



Foz do Lisandro. Janeiro de 2005


domingo, abril 10, 2005

DESNUDAÇÃO



Diz o que tu amas,
desnuda-te no arco-íris.

António Osório


... recordando



Dezembro de 2004


sábado, abril 09, 2005

... dificultando



Abril de 2005


No meio do caminho



No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.


Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra


Carlos Drummond de Andrade


... ensombrecendo



8 de Abril de 2005 - sombra no dia


sexta-feira, abril 08, 2005

... acompanhando



7 de Abril de 2005 - regressando


7 de Abril de 2005 - olhando


7 de Abril de 2005 - parando


7 de Abril de 2005 - procurando


Só os deuses...



Só os deuses socorrem
Com seu exemplo aqueles
Que nada mais pretendem
Que ir no rio das coisas


Ricardo Reis


quinta-feira, abril 07, 2005

... irrompendo



5 de Abril de 2005


quarta-feira, abril 06, 2005

... vislumbrando



5 de Abril de 2005


terça-feira, abril 05, 2005

POEMA DESCARNADO




Palavras espadas punhais
retesadas de medo
um pouco burguesas
e sem credo

Palavras sangue suor
tingidas de alma
nem mesmo os espantos
lhes levam a palma

Palavras são crivos
por onde se evaporam
os gestos vivos


Fernando Grade, 25 Anos de poesia


segunda-feira, abril 04, 2005

... simbolizando



3 de Março de 2005


domingo, abril 03, 2005

...ao vento



Março 2005