sexta-feira, abril 22, 2005

DESINFERNO II



Caísse a montanha e do oiro o brilho
O meigo jardim abolisse a flor
À mãe desmoesse as carnes do filho
Por botão de vídeo se fizesse amor

O livro morresse, a obra parasse
Soasse a granizo o que era alegria
A porta do ar se calafetasse
Que eu de amor apenas ressuscitaria

Luísa Neto Jorge


1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

amor, supremo bem. Anonymous

10:18  

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