DESINFERNO II
Caísse a montanha e do oiro o brilho
O meigo jardim abolisse a flor
À mãe desmoesse as carnes do filho
Por botão de vídeo se fizesse amor
O livro morresse, a obra parasse
Soasse a granizo o que era alegria
A porta do ar se calafetasse
Que eu de amor apenas ressuscitaria
Luísa Neto Jorge

1 Comments:
amor, supremo bem. Anonymous
Enviar um comentário
<< Home